Terça-feira, 18 de janeiro de 2022
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Vereadores e líderes comunitários são citados em relatório

Vereadores e líderes comunitários são citados em relatório

Foto: Reprodução/Facebook

Conversas entre o prefeito afastado Emanuel Pinheiro (MDB) e o chefe de Gabinete Antonio Monreal Neto revelam o uso do critério político para a nomeação de cargos na área da saúde em Cuiabá. Os dois são investigados na Operação Capristum, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual.

Os nomes dos aliados eram checados para ver a lealdade política. Por exemplo, uma pessoa supostamente ligada ao ex-vereador Felipe Wellaton (Cidadania) teve a nomeação desfeita.

Em um dos documentos juntados na medida cautela que originou o afastamento do prefeito, em troca de mensagens entre Emanuel e Neto, é constatada a cobrança do prefeito para que o seu subordinado cumpra com algumas nomeações.

Entre os nomes têm servidores indicados pelo vereador Marcrean Santos (PP), atualmente relator da CPI do Covidão na Câmara de Vereadores, o ex-vereador Adilson da Levante, além de presidente do bairro Ouro Fino, Amauri Pereira de Almeida.

“Observamos que, por inúmeras vezes, o prefeito e seu chefe de gabinete tratam sobre assuntos relacionados a currículos para possíveis nomeações a cargos junto a prefeitura Municipal de Cuiabá, sendo que na maioria das vezes, quem traz à baila o assunto é próprio prefeito”, diz trecho do documento.

“Emanuel demonstra surpresa e certa irritação pela nomeação de uma pessoa não identificada, que seria próxima de um adversário político, chegando a determinar que Antônio Monreal verificasse a possibilidade da anulação daquela nomeação, conforme trecho do diálogo a seguir”, revela mensagens de WhatsApp do dia 14 de julho do ano passado.

Não foi possível recuperar o documento, mas na conversa aponta que o nomeado era supostamente ligado Wellaton.

Nos documentos anexados à medida cautelar os diálogos reforçam a tese de que o prefeito afastado utilizava da prerrogativa do cargo para contratações de pessoas indicadas a cargos de contratos temporários e comissionados junto a Prefeitura de Cuiabá.

Operação Capistrum

Deflagrada em 19 e outubro pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), a Operação Capistrum decretou busca e apreensão e sequestro de bens em desfavor do prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro e sua esposa Márcia Aparecida Kuhn Pinheiro, do Chefe de Gabinete Antônio Monreal Neto, da secretária-Adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos, Ivone de Souza, e do ex-coordenador de Gestão de Pessoas, Ricardo Aparecido Ribeiro.

Considerado o braço direito de Emanuel desde à época em que o emedebista era deputado estadual, o chefe de gabinete chegou a ser preso em apartamento de luxo, localizado no bairro Santa Helena. Agora, ele usa tornozeleira. Todos os investigados continuam afastados de suas funções públicas.

De acordo com o MPE, os investigados estariam ligados a um esquema está de indicações políticas e contratações temporárias na Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá. Os contratados tinham direito ao benefício do 'Prêmio Saúde', que pagavam até R$ 6 mil a mais para os comissionados.
 

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