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Micro, pequenas e médias empresas: a espinha dorsal do Brasil

MR
Por Max Russi · Fonte parceira
27 de junho de 2026, 13:03 · 3 min de leitura
Micro, pequenas e médias empresas: a espinha dorsal do Brasil
Crédito – Rodrigo Prates

Existe uma força silenciosa que movimenta a economia brasileira todos os dias. Ela não está nos arranha-céus das grandes corporações. Está na padaria da esquina, na oficina mecânica do bairro, no salão de beleza, na pequena loja da cidade e em milhares de empreendimentos espalhados pelo país.

São as micro, pequenas e médias empresas. Neste 27 de junho, Dia Internacional das MPMEs, instituído pela ONU, é importante reconhecer uma verdade simples: sem elas, o Brasil para.

Os números comprovam essa realidade. Em 2025, foram abertas 5,1 milhões de empresas no país, o maior volume da série histórica, com crescimento de 18,6% em relação ao ano anterior. Os pequenos negócios responderam por 96% dessas novas empresas. Os microempreendedores individuais representaram 77% do total, as microempresas 19% e as empresas de pequeno porte 4%.

A força das MPMEs também se reflete no mercado de trabalho. Em 2025, elas foram responsáveis por 80,5% dos empregos formais gerados no país. Apenas entre janeiro e abril, mais de 546 mil vagas foram criadas por pequenos negócios, quase 60% de todas as contratações registradas no período.

São números que impõem respeito. E também responsabilidade ao poder público.

Em Mato Grosso, acompanhamos de perto a importância desse segmento. Na Assembleia Legislativa, fortalecemos a Câmara Setorial Temática do Microempreendedor, criando um espaço permanente de diálogo, apoio técnico e construção de propostas para o setor. O objetivo é direto: reduzir barreiras e facilitar a vida de quem empreende. O excesso de burocracia e as exigências desproporcionais não podem sufocar aqueles que geram emprego e renda.

Quando identificamos que as regras do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) favoreciam apenas grandes empresas, atuamos para corrigir essa distorção. As mudanças aprovadas ampliaram o acesso aos incentivos fiscais para centenas de pequenos empreendedores. Regras criadas para todos precisam beneficiar todos.

Durante a pandemia, a Assembleia Legislativa também participou da construção de medidas emergenciais para apoiar micro e pequenos empresários, com R$ 55 milhões em linhas de crédito voltadas à manutenção da atividade econômica. O empreendedor brasileiro mostrou, mais uma vez, sua capacidade de resistir e seguir em frente.

Hoje, as MPMEs respondem por quase 30% do PIB nacional e por mais da metade dos empregos formais do país. Aproximadamente 100 milhões de brasileiros dependem, direta ou indiretamente, da renda gerada por esses negócios.

A ONU define as MPMEs como a espinha dorsal da maioria das economias do mundo. No Brasil, elas são mais do que isso. São a espinha dorsal da esperança de milhões de pessoas que acreditam na força do trabalho e do empreendedorismo.

Cerca de 60% dos brasileiros sonham em ter o próprio negócio. Esse sonho merece um ambiente favorável, com menos burocracia, crédito acessível e segurança jurídica.

O papel do Parlamento é contribuir para que esse caminho seja mais simples e mais justo. É estar ao lado de quem produz, investe e emprega.

Neste Dia Internacional das MPMEs, renovo esse compromisso. Porque fortalecer os pequenos negócios é fortalecer o Brasil.

Por Luíza Vieira Vieira · Com informações de Max Russi.

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Conteúdo reproduzido de Max Russi (https://maxrussi.com.br), com crédito e link para a matéria original.

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