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Produção de mísseis Patriot na Ucrânia levará anos e enfrentará obstáculos, diz mídia

A possível produção de mísseis interceptadores para os sistemas de defesa aérea Patriot na Ucrânia levará anos para se tornar realidade e enfrentará uma série de desafios técnicos e logísticos, informou a agência Bloomberg nesta quarta-feira (9), com base na avaliação de especialistas.

NB
Por Notícia Brasil · Fonte parceira
8 de julho de 2026, 23:33 · 2 min de leitura
Produção de mísseis Patriot na Ucrânia levará anos e enfrentará obstáculos, diz mídia
Divulgação / Notícia Brasil

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington pode conceder à Ucrânia uma licença para fabricar mísseis Patriot. Segundo ele, Kiev poderá produzir rapidamente os interceptadores assim que receber as instruções necessárias. No entanto, segundo a Bloomberg, colocar esse plano em prática "não será simples nem rápido".

A especialista em defesa da Bloomberg Economics, Becky Wasser, afirmou que a fabricação de um único míssil Patriot leva anos, o que significa que a iniciativa não traria benefícios imediatos para a Ucrânia. Além disso, a criação de uma nova linha de produção exigiria equipamentos especializados, infraestrutura e mão de obra qualificada.

Embora alguns componentes, como a carcaça dos mísseis, sejam relativamente simples de fabricar, outras peças representam um desafio muito maior.

"A produção de motores-foguete de combustível sólido com a potência adequada e qualidade consistente será muito mais difícil, assim como a fabricação dos pequenos motores de controle dos mísseis PAC-3. Poucos desses componentes podem ser encontrados prontos, se é que existem disponíveis", destaca a reportagem.

A pesquisadora sênior do centro de estudos norte-americano Stimson Center, Kelly Grieco, acrescentou que a própria produção de mísseis Patriot nos Estados Unidos já enfrenta limitações devido a problemas nas cadeias de suprimentos. Segundo ela, mesmo que a Ucrânia construa uma fábrica, ainda precisará desenvolver uma ampla rede de fornecedores, o que representa outro desafio significativo.

A Rússia sustenta que o fornecimento de armas à Ucrânia dificulta uma solução negociada para o conflito, envolve diretamente os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) nas hostilidades e representa uma "brincadeira com fogo".

Já o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, já afirmou que carregamentos com armamentos destinados a Kiev serão considerados alvos legítimos para as forças russas.

Com informações de Notícia Brasil.

#Panorama internacional#Europa#Defesa#Rússia
NB
Notícia Brasil
Conteúdo reproduzido de Notícia Brasil (https://noticiabrasil.net.br), com crédito e link para a matéria original.

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