Rio contaminado por carga de piche deixa Colniza sob racionamento de água há quatro dias
Caminhão tombou em uma ponte na última sexta-feira e despejou emulsão asfáltica no manancial que abastece a cidade; DAE e Sema monitoram a captação, que só volta após análises.
Moradores de Colniza, no extremo norte de Mato Grosso, convivem com o racionamento de água há quatro dias após a contaminação do rio que abastece o município. O problema começou na última sexta-feira (10), quando um caminhão que transportava piche tombou sobre uma ponte e despejou a carga diretamente no manancial.
O produto derramado é a emulsão asfáltica RR-2C, formada por cimento asfáltico de petróleo, água e agentes emulsificantes. O motorista, de 22 anos, foi socorrido e encaminhado ao hospital logo após o acidente.
Racionamento e retomada gradual
Diante da contaminação, a prefeitura, comandada por Miltinho (União), orientou a população a usar a água apenas em atividades essenciais. O abastecimento começaria a ser restabelecido de forma parcial nesta segunda-feira (13), mas a normalização completa pode levar até quatro dias.
O que dizem os órgãos
Para conter o avanço do produto, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) construiu uma barreira de areia, instalou barreiras de pedras e colocou uma manta de proteção no local. A estrutura deve permanecer por 30 dias, ou pelo período que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) autorizar.
A Sema notificou a empresa responsável pela carga para promover a limpeza da área, e a remoção do material já foi concluída. Antes de liberar a retomada da captação de água, o órgão ambiental fará a análise de três amostras consecutivas do rio. Corpo de Bombeiros, DAE, Sema e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) acompanham a ocorrência.
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